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September 24th, 2007 — Arte, Grandes Mentes, Humor

Marcel Mangel nasceu na França em uma época tenebrosa, uma das mais sombrias do velho País Galês. Com 16 anos ele teve seu pai assassinado pela Gestapo e se viu orfão em plena ocupação nazista, o que para um garoto judeu era praticamente um atestado de óbito. Como muitos dos seus conterrâneos, Marcel era corajoso e não se submeteu ao império do mal, juntando-se a lendária Resistência Francesa. Marcel falava um inglês perfeito, e por conta disso e de sua coragem, acabou virando um oficial no exército americano.
Depois de assistir a um filme de Charlie Chaplin, Marcel estou artes cênicas em Paris, e trocou seu segundo nome para Marceau. Seu personagem mais famoso, o que o fez imortal, assim como o vagabundo de Chaplin, era Blip, o palhaço que trazia uma singela flor no chapéu. Para se ter uma idéia do alcance da obra de Marceau, um mímico que foi recebido por chefes de estado, até mesmo a famosa dança Moonwalk de Michael Jackson foi coreografada a partir de uma das performances do mestre dos mímicos, Walking Against the Wind (Andando Contra o Vento).
Eu tive a honra suprema de estar presente em uma de suas geniais apresentações no Theatro Municipal do Rio de Janeiro no ano de 1997*, em uma noite que está marcada na minha memória para sempre. Marceau foi um dos poucos artistas que atingiu a genialidade através da simplicidade, criando obras primas com gestos mínimos, silêncio e a sua expressividade que parecia maior do que a vida.
O mestre do silêncio vai fazer muita falta nesta época tão barulhenta, mas um mímico não morre nunca. Sua máscara, seu rosto, sua expressividade estarão presentes no nosso inconsciente coletivo por muitos e muitos séculos, e por mais que a genialidade do mestre não possa ser igualada nunca, uma simples interpretação de um jovem mímico pode trazê-lo de volta a qualquer instante.
Para terminar, algumas citações de Marcel Marceau, o mímico silencioso que sabia falar como ninguém:
“Não é verdade que os momentos mais tocantes da nossas vidas nos encontram sempre sem palavras?”
“Para fazer uma mímica do vento, você deve se tornar uma tempestade. Para fazer a mímica de um peixe, você deve se jogar ao mar.”
“Em silêncio e movimento você pode mostrar o reflexo das pessoas.”
“É bom se calar de vez em quando.”
“A música e o silêncio tem uma combinação tão forte porque a música é feita com o silêncio, e o silêncio é cheio de música”.
Veja outras notícias sobre Marcel Marceau no Google News.
Este post tem informações do Wikipedia e New York Times e Le Blog TV News.
* Eu descobri o ano da apresentação de Marceau lendo um ótimo post sobre o mestre no blog Ideália, confira aqui.
Clique abaixo para ver um vídeo de Marcel Marceau no YouTube.
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August 24th, 2007 — Humor, Pessoal, TV

O Carlos do blog ITFK fez um post sensacional com vários blogueiros famosos transformados em personagens dos Simpsons, usando o ótimo serviço Simpsonize-Me. Eu também entrei nessa seleta turma de blogueiros de Springfield, mas ainda fiquei com o gostinho de quero mais, por isso pensei em criar uma versão Simpsonized da minha própria família!
Legenda da imagem acima: Nick Ellis, Clarinha e Diana com sua barriga de sete meses de gravidez.
Via ITFK.
June 20th, 2007 — Cinema, Humor, Quadrinhos
Um dos meus objetivos com o Getting Better é escrever coisas que eu adoro e que não tem nada a ver com gadgets e tecnologia senão eu acabo ficando maluco um dia destes. Uma das minhas idéias iniciais era fazer uma resenha dos melhores DVDs que eu tenho na minha vídeoteca, e de alguns dos meus CDs clássicos favoritos também. Por isso nada melhor do que começar com uma dupla que mandava bem nas duas coisas. Quem nunca se divertiu assistindo a um filme de Cheech Marin e Thomas Chong, dois dos meus comediantes favoritos de todos os tempos, não faz nem idéia do que está perdendo. O melhor de todos eles é o primeiro, “Up in Smoke”, que mostra como os dois malucos se conheceram e tem a famosa cena em que Cheech diz que o joint do amigo é maior que um quarter pounder… Bem, pequena pausa, antes que venham me criticar, em todos os seus filmes Cheech & Chong só fumam orégano, e não a famosa substância proibida. Mas a frase no poster diz tudo, “don’t go straight to see this movie”.
De qualquer forma, os dois fizeram filmes com cenas memoráveis, que agradam a gregos e troianos, sejam eles doidões ou caretas. A cena dos dois conversando dentro do carro neste primeiro filme, inspirou uma famosa cena com John Travolta e Samuel Jackson em Pulp Fiction, onde Tarantino presta uma homenagem velada a dupla. Um papo que aparentemente não tem nada a ver com o que estão fazendo, carrega a cena para conclusão totalmente inesperada. Alguns diálogos dublados entraram na música Queimando Tudo dos meus amigos do Planet Hemp.
A química entre Cheech e Chong era perfeita, e eles repetiram o papel por várias vezes, sendo que alguns dos filmes são estritamente para fãs. Eles fizeram até uma ponta (sem trocadilho) no filme After Hours de Martin Scorcese. Hoje em dia Cheech é um ator coadjuvante de sucesso no cinema, fazendo o eterno papel Mexican American Chicano que ele sempre fez muito bem, em filmes como “A Balada do Pistoleiro” de Robert Rodriguez e na TV. A última vez que eu vi o Cheech foi no seriado Lost, aonde ele participou de um episódio como o pai do Hurley. Já Thomas Chong (também conhecido como pai de Rae Dawn), está até hoje envolvido com seus problemas com a justiça, e antes disso estava mandando muito bem no seriado That 70’s Show. Também não sei onde anda hoje, espero que tenha conseguido escapar da prisão. Os fãs de carteirinha, como eu, torcem há décadas para a dupla voltar as telas nos seus papéis mais célebres, mas isto não deve acontecer tão cedo, se é que vai acontecer algum dia.
Assim que tiver mais tempo pretendo fazer posts especiais aqui no Getting Better sobre outras incríveis duplas do cinema, como Gordo e o Magro, Paul Newman e Robert Redford, Han Solo e Chewbacca, Beatrix Kiddo e Bill, além de outras duplas dos quadrinhos como Daigoro e Itto Ogami do Lobo Solitário, que são assunto para muitos outros posts.
Saiba mais sobre de Cheech & Chong. Visite o site dos caras.
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June 3rd, 2007 — Bizarro, Humor, TV

Você já assistiu a série de TV Dexter? O personagem principal é um serial killer, um desajustado completo que no entanto tem ética, por mais paradoxal que isso possa parecer. Os capítulos da série que foi inspirada em um livro tem ínicio, meio e fim, e ao contrário de muitas séries que só ficam enchendo linguiça, o Dexter segue em frente com o seu “código de Harry” e deixa os espectadores da trama hipnotizados. Harry era o seu pai adotivo, um policial que reconhecendo os instintos para lá de assassinos do seu filho, treinou-o para só executar seus atos em monstros comprovados, além de ensiná-lo a cobrir seus rastros de forma a não deixar nenhuma pista para os outros policiais. Dexter Morgan trabalha na polícia, outro elemento de humor negro presente na trama. Ele é um técnico forensíco da Miami P. D., uma cidade aonde todas as pessoas vão para morrer, como ele mesmo diz em um dos capítulos. E o Dexter faz a sua parte, “ajudando” algumas delas, mas só aquelas que ele vê que não vão tomar jeito nunca.
Esta série 100% politicamente incorreta é totalmente viciante. O episódio final da série bateu recordes de audiência no canal Showtime, nos Estados Unidos. E como Dexter é um especialista em sangue, ele com certeza ia adorar este papel de presente que é muito curioso, mas só deve ser usado para pessoas que tenham um senso de humor bem peculiar, com o Dex.
O papel de parede Rude Wrap custa US$ 5.95.
Via Nerd Approved.