A MediaWeek informa que anunciar em redes sociais, blogs e outros sites aonde usuários produzem conteúdo pode se tornar um negócio muito maior do que é hoje, pelo menos lá fora. Este tipo de publicidade deve se tornar um negócio de 1 bilhão de dólares ainda este ano, mas em 2011 deve crescer para até 4.3 bilhões de dólares, segundo o eMarketer.
Mas existem alguns problemas nesta equação. Um deles é que os usuários muitas vezes não recebem pelo seu trabalho, o que deve ser resolvido pelos sites o mais rápido possível. No Digital Drops, por exemplo, estou tentando criar um modelo que me permita pagar os posts de meus colaboradores, mas ainda não encontrei a fórmula ideal, o que não chega a ser um problema pois não tenho tantos colaboradores.
Segundo Steve Rubel do Micro Persuasion, outro problema é que muitos já estão usando browsers que bloqueiam os anúncios, o que pode matar os lucros dos sites. Um dos exemplos é o Camino (Mac). O Fábio Seixas fez um post muito interessante sobre monetização de blogs citando pontos importantes como audiência, custo e patrocínio, e até mesmo maneiras nas quais o leitor pode ganhar por ler ou comentar em um blog.
Via Micro Persuasion e Versão Txt.

A Tam colocou um anúncio assinado pela família Amaro em horário nobre e em uma página inteira dos principais jornais do País para dizer que não tinha palavras para expressar o seu pesar. A verdade é que a empresa e os seus responsáveis deviam cair de joelhos e pedir perdão as famílias das vítimas, e a toda a população indignada do Brasil, pois são, sim culpados do acontecido. Só que não são os únicos. Esperei passar um pouco a indignação para escrever a respeito deste acidente, e nesse meio tempo ficou provado que havia um defeito técnico no motor do avião um dia antes do acidente e o avião estava sem o reversor do motor direito no vôo que se chocou contra o depósito da Tam em São Paulo. Isto é a prova cabal do que aconteceu de verdade, e de quem boa parte da culpa. A empresa diz que seguiu as orientações do manual, mas eu acho que podia simplesmente ter seguido o bom senso. Não consigo entender porque constataram um problema na sua aeronave, e em vez de fazer o reparo logo, por ganância de vender mais assentos, mantém o tal avião voando mesmo depois que o seu reverso do motor direito apresentou falha e ficou inoperante.
Agora vou tentar nomear os outros “bois” deste caso, pelo menos na minha opinião. Eu acho que o apagão não é apenas aéreo, é presidencial, governamental e municipal. A culpa e a responsabilidade é da empresa aérea, mas também é do governador e do prefeito de São Paulo que deviam ter fechado o Aeroporto de Congonhas há muito tempo para implantar uma reforma a nível de primeiro mundo neste aeroporto. Um pista especial de contenção, a a desapropriação de todos os imóveis nas imediações para a ampliação da pista, um viaduto subterrâneo para a Av. Washington Luís, tudo isso podia ter sido feito, mas não foi, ao invés disso estavam mais preocupados em construir um estacionamento maior.
Enquanto isso, o prefeito Kassab estava mais preocupado em retirar outdoors das ruas, e em fazer valer a sua lei de poluição visual. Isso é o que eu chamo de tapar o sol com a peneira. E o tal hotel que está sendo construído na reta da pista, e que fez a rota dos aviões mudar e consequentemente reduziu o tamanho real da pista? De quem é a culpa por isso? Eu sou Carioca mas também tenho o direito de falar sobre São Paulo e sobre o destino do aeroporto de Congonhas. Morei durante anos na Av. Jurucê, em Moema, São Paulo, a exatos 1.1 km da cabeceira da pista de Congonhas, em uma área de risco, se vocês me permitem citar um post do Cardoso. Quem morou ali e escutou um avião decolar praticamente a cada minuto durante alguns anos pode e deve falar algo sobre o que aconteceu.
Segundo ouvi em um dos milhares de jornais que assisti sobre esta enorme tragédia, nos Estados Unidos e em outras partes do mundo existe um orgão independente e idôneo que investiga apenas este tipo de acidentes, seja ele aéreo ou de qualquer outro tipo. É isso que a gente precisava. Só que, aqui no Brasil, não se sabe quem investiga, se a Infraero, a Policia Civil, a CPI do Apagão Aéreo, o Poder Executivo através do Ministério da Justiça. Ora, faça-me o favor. Ninguém vai investigar nada, não vai dar em nada com a grande maioria das investigações e CPIs do nosso pobre País que acabam atoladas na burocracia. No Brasil a principal medida do Governo para resolver o caos aéreo é construir outro aeroporto em São Paulo. Espero que escolham melhor a localização do que foi escolhido Cumbica, que em uma língua indígena significa bacia cheia, um lugar aonde sempre chove muito.
Mas de quem é a culpa, no final de contas? Em um país parlamentarista, eu colocaria a culpa disso tudo no congresso (que certamente é um dos maiores culpados mesmo), e no primeiro ministro, se ele existisse. Como vivemos em um país presidencialista, sobra para o Presidente Lula. Ele é o responsável por criar ministérios e trocar ministros. Aeroportos são responsabilidade do Governo Federal e da Infraero, cujo presidente é nomeado por Lula. Desde o acidente tivemos problemas no Cindacta 4 e os vôos foram interrompidos na maior parte dos aeroportos do Brasil, com milhares de passageiros lesados perdendo vôos em conexões.
Gostaria muito de saber o porque da maioria de vôos domésticos e internacionais do Brasil precisam fazer uma escala em São Paulo? As escalas sobrecarregam os Aeroportos, e a Congonhas mesmo era o centro de várias conexões até poucos dias atrás. Investe-se uma fortuna no Aeroporto Internacional do Rio e todos os vôos que saem do Brasil precisam passar em São Paulo, isso é o reflexo do caos aéreo. Infelizmente o pior apagão do nosso país é o apagão de mentes. E a coisa não para, hoje mesmo a cabeçeira da pista em Congonhas desabou. Quem foi que mandou construir a Av. Washington Luís na beira da pista. Aonde vamos parar? Eu só sei que não vou mais pousar em Congonhas, e nunca mais vou fazer isso na minha vida, a não ser que hajam mudanças radicais neste aeroporto.
Clique abaixo para ver uma screenshot do Google Earth da distância da casa onde morei para a pista de Congonhas.
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